morrem lembranças,
aquelas dos
tempos de criança
afogadas em cachaça,
o homem senta
na mesa do bar,
pedi mais uma dose
não na intenção de se matar
uma cabeça fúnebre
onde tudo o que ele
acreditava quando criança,
com a idade vão morrendo
sem deixar nenhuma esperança
leva a vida sempre sozinho
sempre no mesmo caminho
na cabeça as paranóias vão fluindo
e ele de si mesmo vai fugindo
quer ficar no seu canto só
não precisa que ninguém dele tenha dó
na sua cabeça sua mente está um nó
e ele vai continuar bebendo, até seu
figado virar pó...

0 comentários:
Postar um comentário