Estou condenado
algo se apossou de mim
algo que vem me matando a muito tempo.
Em meu território eu sou o inimigo.
Ouço pelas paredes meus aliados tramarem minha retirada.
Caio de joelhos e um aperto no meu peito me leva as lagrimas
fecho os olhos, e lembranças passadas me fazem relembrar o quanto eu era feliz.
Este mal que carrego comigo é maior do que eu, não posso conte-lo.
Não quero mais magoar ninguém, decidi dar um fim a tudo isso.
Uma vez que eu tiver ido, jamais viverei sob meu mal.
Não deixo nada para trás, pois tudo que tenho pertence ao tempo que se transforma. Sentirei falta de muitas pessoas, mas não espero o mesmo delas.
Meus pulsos estão feridos, é um pré-ensaio do que estou preparando.
Que diferença faz se eu for?
Tenho ódio de acordar todos os dias e sentir a vida
eu só queria poder ao menos dizer uma vez “estou morto e enterrado”.
Deus lhe peço perdão, mas nego as portas do céu, não sou digno delas.
Mereço queimar no inferno.
Eu sei que a hora está chegando, sinto no meu peito a chegada do meu ultimo suspiro.
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